Quando der carona, pilote com mais suavidade para deixar o passageiro confortável. Explique que ele deve acompanhar a inclinação para o lado da curva e sempre segurar nas alças ou cintura do piloto.
A moto não seria uma solução para o trânsito se perdesse a capacidade de evitar congestionamentos. Mas é preciso cuidado para trafegar entre os outros veículos, que têm pontos cegos e motoristas nem sempre atentos. Trafegue no meio da faixa de rolagem e recorra a ultrapassagens entre os carros apenas quando se formarem congestionamentos. Ainda assim, o faça em baixa velocidade e sinalize sua passagem com o farol sempre aceso e a buzina.
São as situações de maior risco para o motociclista. Sempre reduza a velocidade e olhe para os dois lados, mesmo que tenha a preferência na passagem, já que você está mais vulnerável que os motoristas.
Ir devagar também ajuda a desviar e evitar imprevistos como pedestres desatentos, motoristas que não respeitem o sinal vermelho e problemas na pista (sujeira, buracos e ondulações).
Pilotagem defensiva
O grande segredo da pilotagem defensiva é ser visto. A moto é menor e muda de direção mais rápido que o carro, por isso nem sempre o motorista está nos vendo. Manter o farol (e não a lanterna) aceso de dia ou de noite é a primeira e mais importante precaução que podemos tomar. Outro cuidado é jamais ultrapassar pela direita: se muitos motoristas já se esquecem de usar o espelho retrovisor esquerdo, imagine a probabilidade de nos notarem pela direita… Acione a buzina com um leve toque se achar necessário e veja se ele te olha pelo espelho retrovisor antes de ultrapassar. Afaste-se de motoristas ao celular ou que estejam olhando para telas dentro do carro, como a de GPS.
Em piso seco e pavimento como asfalto e concreto, use o freio dianteiro sem medo. Aplique primeiro o de trás e logo em seguida o da frente, o que evita o mergulho da dianteira da moto.
O freio dianteiro é mais forte e essencial para reduzir a distância até a parada. Acostume-se a usar dois dedos para acionar a alavanca (indicador e médio), o que evita o risco de, com um susto, se apertar a alavanca com todos os dedos e força excessiva, causando o travamento da roda.
É recomendável aplicar 70% da força nele e os outros 30% no traseiro. Em piso de chão, reduza a carga na dianteira e transfira para a traseira, evitando assim o travamento da roda de direção por falta de aderência do pneu com o solo.